O Ministério da Saúde confirmou neste domingo, 22, o número de mortes por coronavírus no Brasil. Aumentou de 18 para 25 vítimas fatais do Covid-19, sete a mais, e todos no estado de São Paulo. Os casos confirmados de ontem para hoje também cresceram de 1.128 para 1.546. As informações estão sendo divulgadas pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
A Região Sudeste, até o momento, lidera: 926 casos confirmados da doença (representa 59,9% em todo o país), sendo 22 mortes em São Paulo e três no Rio de Janeiro. A Regão Sul registrou 179 (11,6%); o Nordeste, 231 (14,9%); o Centro-Oeste, 161 (10,4%); e o Norte, com 49 infectados (3,2%) com o coronavírus.
No estado do Rio, o número de casos chegou 186. As três mortes foram nos municípios de Niterói, na Região Metropolitana; em Petrópolis, na Região Serrana; e em Miguel Pereira, no Centro-Sul Fluminense. Na capital, houve um salto de 103 casos confirmados no último sábado para 170 neste domingo, segundo o último boletim da prefeitura, aumento de 60,5% no número de doentes com o novo coronavírus.
Os casos confirmados por estados estão divididos assim: São Paulo (631), Rio de Janeiro (186), Minas Gerais (83), Espírito Santo (26), Distrito Federal (117), Goiás (21), Mato Grosso do Sul (21), Mato Grosso (2), Rio Grande do Sul (72), Paraná (50), Santa Catarina (57), Pernambuco (37), Ceará (112), Sergipe (10), Bahia (49), Paraíba (1), Maranhão (2), Piauí (4), Rio Grande do Norte (9) Alagoas (7), Rondônia (3), Tocantins (2), Pará (4), Amazonas (26), Amapá (1), Roraima (2) e Acre (11).
Em entrevista coletiva neste domingo, Luiz Henrique Mandetta comentou sobre medidas restritivas que estão sendo adotadas pelos estados e por municípios. O ministro da Saúde pediu “bom senso”. Ele alertou sobre o uso político eleitoral do coronavírus por prefeitos que disputarão a reeleição em outubro deste ano e também por pré-candidatos de oposição. “É melhor pensarmos nas próximas gerações que nas próximas eleições”, disse.
Mandetta ressaltou ainda que algumas prefeituras decidiram interromper o sistema de ônibus, de acordo com ele, ”abruptamente” e, por isso, profissionais da saúde não conseguiram chegar ao trabalho. “É preciso definir o que é essencialidade, para que a gente não faça de uma paralisação total um remédio mais duro do que o próprio vírus, e esse remédio possa inviabilizar a nossa vida”, afirmou. “É preciso que haja bom senso entre os governantes e pontos de equilíbrio”, completou.
O ministro também pediu para a população cuidados dos idosos. Ele disse ainda que, em hipótese nenhuma, se pronunciará por áudios de aplicativos de conversas, como o WhatsApp. De acordo com Mandetta, pessoas que espalham fake news (notícias falsas) são “doentias”.
Mandetta lembrou que somente 15% das pessoas que serão contaminadas deverão, de fato, precisar serem internadas. De acordo com o ministro, o Brasil terá menos casos graves porque a maioria da população é jovem. Para ele, o coronavírus poderia ser mais uma forte gripe caso já houvesse uma vacina e os casos estivessem sido distribuídos ao longo do ano.
Aguarde mais informações.